Nabal, o louco, que, por pouco, não destruiu sua família

As histórias bíblicas são cheias de ensinos e servem de reflexões relevantes para nossa vida, na perspectiva de uma profunda e necessária reformulação dos nossos atos, dentro daquilo que Deus pensa e deseja para nossa vida, retratado claramente nessas histórias.

Assisti recentemente um filme cujo título é Austrália. A protagonista é ninguém menos que Nicole Kidman, e o contexto é do começo da II Guerra Mundial. Nele observamos uma mulher empreendedora, que desejosa de dar continuidade ao sonho do marido assassinado, numa aventura cheia de emoção e valorização pelo que é diferente, no caso um menino aborígene que deveria ser mandado para fora do país, para que não desse continuidade aos mestiços que nasceriam da sua união com alguma mulher quando crescesse.

Vemos um enredo emocionante e com muitos contornos e desafios contra o preconceito. Porém, tudo isso é uma história, um filme, retratando um pouco da verdade existente num ambiente de ambição e busca pelo poder, em que a valorização pela vida e pelos valores de família são bem inferiores à busca pela estabilidade financeira e a ganância.

Creio que exatamente aqui, é que fazemos um link, entre a história de Nabal, acontecida no Oriente Médio há alguns anos atrás, com a história que viveu Nicole Kidman no filme Austrália. Nabal um homem rico, mas profundamente insensato, e sua insensatez por pouco não destruiu sua família, acabando com a vida de seus filhos e empregados.

Davi o grande rei de Israel, protegeu o gado e as terras de Nabal, de invasores e ladrões e quando Davi pediu comida a Nabal, a resposta ofensiva e desprezadora deste homem, quase que desbaratou seus bens e sua família. Podemos ler mais amplamente o texto em 1 Sm 25.1-38. Nesse texto, Nabal cujo nome significa insensato, louco, é uma expressão exata daquilo que suas atitudes expressam a respeito dele.

O v. 3 do capítulo citado acima, diz que Nabal era homem “ duro e maligno em todo o seu trato”. E isso envolvia suas atitudes em relação a sua mulher, aos seus empregados, aos seus visinhos e todos aqueles que pudessem precisar dele, o que demonstra claramente um homem que achava que se bastava, que nada poderia feri-lo e que suas riquezas fossem a o seu próprio ponto de referencia, fato que o levou a pensar que não precisava de nada e nem de ninguém.

O v. 7, no final, diz que além de ser duro e maligno conforme o v. 3 diz, ele, Nabal, também era filho de Belial, uma referencia atormentadora que mostrava a orientação religiosa deste louco, o que nos ajuda a pensar que sempre que não temos uma vida de devoção e temor diante de Deus, com certeza seguindo a outros deuses e propostas religiosas, faremos bobagens em nossa própria casa. As ameaças de Davi eram de destruição dos filhos e dos servos de Nabal, por conta da ofensa que praticou contra o rei de Israel.

A loucura de Nabal por pouco não destruiu toda a sua casa, algo que se assemelha à nossa vida e realidade hoje, quando muitos maridos que se dizem cristãos agem como loucos dentro de sua casa, não tomando as posições corretas na condução do seu lar. E aqui o leque se abre, porque entendo que há também muitas mulheres cristãs que carecem de sabedoria para, alinhada com as escrituras, dirijam bem seus filhos e tudo mais que lhes é importante.

Homens e mulheres cristãs, quando lhes falta a direção e a sabedoria, virão no futuro amargar as dores de uma incoerência com a palavra de Deus nas áreas que envolvem não só o seu casamento, mas a própria educação e direção para vida de seus filhos. Se o que falta ao seu lar é agradar a Deus com posturas firmes, tome-as enquanto há tempo.

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Uma Resposta to “Nabal, o louco, que, por pouco, não destruiu sua família”

  1. Aildo Oliveira
    18/07/2011 at 12:10 #

    parabéns pelo site.

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