O cristão e seu posicionamento sobre a pedofilia

A pedofilia, é também conhecida como pedophilia erótica ou pedosexualidade. Essa palavra é original do vocabulário grego e significa, amor, afeição, afinidade por criança. Ela é a junção de dois termos sendo eles, pedo= criança e filia= amor, atração etc.

Pedofilia, portanto, é a perversão sexual, em que a atração de um indivíduo adulto, se dá por uma criança na pré-puberdade ou seja na idade anterior a puberdade que entre os meninos é anterior aos 10 anos e as meninas anterior aos 12.

Essa depravação sexual é algo terrível e assustador, pois vemos uma enormidade de obstáculos que dificultam o impedimento disso de maneira mais efetiva, trazendo a zero o número de casos em que crianças sofram este tipo de abuso. Gostaria de elencar algumas dificuldades:

1) Abuso sofrido por pessoas próximas. Geralmente na maioria dos casos os precursores deste tipo insustentável de prática, são pessoas de alta confiança. Estão enumerados, pais, tios, amigos próximos da família, em que os pais tinham e tem confiança, pessoas acima de qualquer suspeitas como gente da intimidade das nossas casas e até mesmo empregados.

É realmente dificílimo conseguir um critério para barrarmos a exposição das crianças a algumas dessas pessoas.

2) Dificuldade de se acreditar na criança. Esse é outro problema que vejo, infelizmente crianças abusadas ficam com medo de falar, algumas por serem muito jovens, outras por acharem que não serão ouvidas e que ainda receberão alguma punição de seus pais.

A inibição por parte de crianças em compartilhar algum abuso com seus pais, é produto de uma possível incredulidade dos pais por parte das crianças e também por acreditarem que podem de alguma maneira terem contribuído para isso.

3) A imposição do medo, do terror. As ameaças podem com toda certeza, transitar como um dos pontos fortes nessa questão, pois os agressores morais não deixam de amedrontar essas crianças, propondo a elas algum tipo de punição, caso seus pais ou alguma outra pessoa fique sabendo, o que acaba por inibir um criança a contar o que realmente esteja acontecendo.

Esses indivíduos são levianos a ponto de impor não só o fantasma do medo do próximo encontro, mas também impõe a caveira assombrosa de um distúrbio emocional que dificilmente será revertido.

4) A vergonha sofrida. Sei de casos de crianças hoje adultos que receberam algum tipo de afronta moral, que envergonhadas nunca disseram nada aos seus pais e amigos. Crianças que desejaram que este dia nunca tivesse ocorrido com elas, mas que tragicamente após acontecer, blindaram-se para sempre, nunca compartilhando por conta da intimidação de si mesma ao “ridículo”, impondo-se ao silencio ainda que no recôndito de seu ser, a alma grite por algum tipo de reparação.

5) A exposição sexual de menores e os sites de internet. Há sites na internet que estimulam esse tipo de prática, e o problema da prostituição infantil, aprovado infelizmente por pais e parentes de crianças, acabam gerando com maior intensidade esse tipo de problema.

Constantemente vemos denuncias surgirem de visinhos e parentes dizendo que mães colocam seus filhos para se prostituir para ajudar na renda familiar. Na web há inúmeros sites de relacionamento que ainda que sejam monitorados pela polícia federal, acabam passando, inclusive conseguindo tráfico de crianças que trabalharão em casas de prostituição de outras cidades. Cuidados dentro de nossa casa, poderão evitar essa exposição.

Alguns outros argumentos eu poderia construir aqui, para continuar demonstrando a dificuldade de se impedir que isso acontecesse, e, portanto, gostaria que observássemos tudo isso, e agíssemos demonstrando sempre aos nossos filhos confiança e abertura para se falar sobre coisas nesse sentido.

Porém agora quero considerar fundamentos bíblicos pois eles são nossos cartões de posicionamento para dizer sobre qual deve ser nossa postura cristã.

1) O sexo é constituído entre homem e mulher. Aqui está um princípio bíblico norteador. Gn2.24. Neste texto vemos Deus dizendo que: deixe o homem pai e mãe e se una a sua mulher e os dois sejam uma só carne.

Ainda que vejamos nos tempos antigos mulheres se casando muito jovens, a prescrição está relacionada a uma maturidade de vida, em que já houvesse uma maturidade para isso. Há em nosso país um enorme incentivo para que o sexo comece bem cedo na vida prática de nossos jovens e pré-adolescentes, mas as Escrituras dizem que isso deve ser praticado por casais, dentro de uma perspectiva de casamento.

Observemos, portanto, que na medida em que baixamos a idade e a liberdade para que atos sejam praticados, inclusive por pais liberais, nada impede de esses estímulos aliciarem nossos próprios filhos e despertar no coração das pessoas um sentimento despudorado. A prescrição bíblica deve ser mantida.

2) O desvirtuamento sexual é conseqüência do pecado. Eu biblicamente não posso anuir ao fato de que esses problemas sejam conseqüência de algum distúrbio psicológico e nem de qualquer problema biológico no ser, senão unicamente o entendimento de que o pecado causou uma deformação daquilo que originalmente foi criado bom por Deus. Em Gn6.1-3, observamos homens tomando mulheres para si, numa época em que princípios reguladores ainda não existiam dentro da sociedade.

Demonstrando assim, as perversões de seus atos, agindo como se Deus não existisse, dentro de uma sociedade aparentemente ingovernável e sem leis. Ap22.15

3) A sensualidade é proibitiva de acordo com as Escrituras. Quando olhamos para o texto Sagrado observamos que a sensualidade que é uma maneira de se impor socialmente falando, é uma afronta a Deus 1Co6.12-20.

É triste mas muitos pais, colocam roupas em suas filhas e filhos, permeadas de sensualidade, fazendo com que uma criança se pareça com uma adolescente seja menino ou menina. Dentro do meio evangélico as crianças que deveriam agir e ser crianças são instigadas por alguns pais a se trajarem de maneira bem aquém da realidade da moralidade e da pureza. Isso acaba em alguns casos trazendo aos pais a responsabilidade de uma espécie de sensualidade vivida pelos filhos.

Creio que esta breve reflexão, é um guia que poderá nos ajudar e ajudar outras pessoas, a se policiarem, evitando assim problemas dentro de sua própria casa, sendo que nós cristãos, devemos colaborar com a sociedade, evitando que dentro de nossos lares, ajamos de maneira coerente com as Escrituras, para corrermos ao máximo, longe desses problemas.Infelizmente o tempo é curto para tratarmos mais elaboradamente a respeito de assunto tão importante, mas que pensemos a partir desse norte e que Deus nos dê sabedoria para isso.

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